Professor Paulo Axé
  Paulo Roberto de Jesus Bastos nasceu em 2/1/76 em Salvador/Bahia - Brasil no bairro da Ribeira, conhecido na Capoeira como Paulo Axé.
O envolvimento dele com a Capoeira começou muito cedo. Quando tinha um ano de idade foi morar com sua avó porque sua mãe era muito pobre e não tinha condições de cria-lo, e na casa de sua avó morava também o tio Dino, o irmão do pai dele, que antes do primeiro derrame era muito popular no mundo artístico da dança: afro, contemporâneo e balé. Então nesse tempo a casa da avó do Paulo vivia com muitas pessoas do mundo da dança a procura do tio dele que trabalhou pra muitos grupos folclóricos e carnavalescos e era também coreógrafo do balé folclórico da Bahia.

Com esse tempo o Paulo foi crescendo e mais ou menos com os seus dez pra onze anos conheceu o primeiro Mestre de Capoeira, o João de Barros, que tinha um grupo folclórico chamado "Grupo Folclórico João de Barros" no qual o seu tio trabalhou também e em vários outros, por exemplo do famoso Mestre Dinho, Evandro e Badaró, realizando várias viajens no Brasil e no exterior (Europa e EUA).
Nesse tempo iam sempre quatro capoeiristas, colegas do seu tio, para visita-lo, que era o Dimola (mas não do Mercado Modelo), Val, Maguila e Caboquinho, hoje todos eles fora do Brasil. Mas as vezes o seu tio não estava e os colegas dele só deixavam um recado: "Paulo, diga ao seu tio, que Val, Caboquinho e Maguila esteve aqui e agora a gente vai dar um treino ali na praia". Como a casa da avó do Paulo é na beira da praia o Paulo ficava sempre na janela olhando aqueles três rapazes fazendo movimentos de Capoeira ínacreditaveis e saltos perfeitos. E o Paulo ficava apensar: "Eu também quero ser igual á eles". Mas não tinha oportunidade de praticar aquela bela arte que sempre ficava admirar, porque nesse tempo ainda a Capoeira era muito discriminada e sua avó nunca permitiu que ele podesse treinar. Seu tio muitas vezes levava ele para shows e ensaios mas nunca tocou no assunto se ele queria treinar Capoeira.
Chegava o fim de semana e Paulo ficava muito alegre porque era hora de ir pra praia. E claro, Paulo tentava fazer alguns movimentos que ele sempre apreciava na janela, mas era muito difícil fazer aquilo sozinho sem um capoeirista pra ensina-lo.

O primeiro encontro com o esporte de luta
O tempo passou e Paulo foi morar com seus tios e ao mesmo tempo padrinhos. E o seu padrinho foi a primeira pessoa a encaminhar ele no mundo do esporte de luta: o Karatê. Nesse tempo seu padrinho era 3° Dan e seu próprio Mestre na arte, que tinha uma academia em Camaçarí. O Paulo mesmo praticando a arte do Karatê, nunca esquecia a Capoeira. Mas se dedicou muito no Karatê. E com faixa amarela foi 3° lugar em um kumitê.
Passou um tempo surgiu alguns problemas com Paulo. E ele deixou de treinar. Mas como ele era muito dedicado na arte surgiu um campeonato de Karatê e ele mesmo sem treinar recebeu um convite do Mestre. Ele não queria porque sabia que estava sem treinar, mas o Mestre insistiu e ele foi. E na primeira luta seu adversário era muito superior a ele e desfiriu um golpe muito violento que quebrou a perna dele. E daí em diante o Karatê acabou para ele.

A mudança na vida do Paulo
Agora vem a parte mais triste da vida dele. Sua avó foi para o céu ficar com os anjos e o Paulo ficou sozinho porque a sua avó era tudo que ele tinha.
Então foi morar com sua mãe, que no tempo ainda era muito pobre. E Paulo até teve que vender picolé pra poder ter um pouco de dinheiro e comprar sua roupa de ano novo como sua avó sempre fez quando era viva. E a vida ficou muito difícil pra ele. Por um dia ter tudo do bom e depois não ter mais nada. Morando em um outro lugar muito perigoso, conhecendo outro lado da vida. Mas mesmo assim continuou seu estudo, trabalhava o dia e estudava a noite e nunca se envolveu em drogas ou em roubos, sim, já se envolveu em muitas confusões por causa de amigos, que na verdade não eram amigos.
Hoje em dia um amigo é difícil encontrar.

No caminho pra ser um capoeirista
Paulo nesse tempo conheceu uma menina que hoje é mãe de sua filha. E ela tinha um cunhado que chama Neto. Ao passar do tempo ficaram amigos. E um dia Neto chamou Paulo pra treinar Capoeira. E Paulo nem pensou duas vezes. Disse rápidamente: "Eu vou, mas tem um problema: não tenho dinheiro". Neto falou: "Não tem problema. Vou falar com meu parceiro que dar aula comigo, o Iran, e depois a gente acerta". E Paulo ficou muito feliz, que era sua primeira oportunidade de treinar aquela arte que ele sempre sonhou.
No primeiro dia de aula ele pensou que ia ser muito facil pelo modo de ter vivido muito fluente no mundo da Capoeira. Só que ele nunca treinou antes, só observava. E depois daquele primeiro treino ele veio ver que a Capoeira é a arte mais completa que existi.
E hoje ele tem que agradeçer tudo ao Mestre Neto e Mestre Iran ao envia-lo pra o caminho da Capoeira.
O Paulo ficou quasi dois anos treinando com o grupo Aliba-Obá do Mestre Neto. Depois passou por alguns Professores e Mestres e se estabilizando no grupo System do Prof. Edmundo, filiado ao Brilha Bahia do Mestre Zeú, que é o Mestre de todos.
Depois surgindo o Nação Capoeira, onde o Mestre Zeú e todos seus alunos se filiaram.

Viva ao Mestre: Neto, Iran, Jailton, Granami, Agnaldo, Edmundo (Índio), Fiínho e ao grande Mestre Zeú


Obrigado Mestres! Paulo Axé